Nós já assistimos: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Existem filmes bons, existem filmes excelentes, e até existem aqueles filmes que você classifica como um dos melhores que já viu. Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge está acima disso tudo, já que se trata da maior montanha russa emocional que já vivenciei em uma sala de cinema.

Como já esperávamos, o longa se inicia oito anos depois dos eventos do filme anterior e o Homem-Morcego não é visto desde a noite na qual Harvey Dent morreu, pois assumiu as mortes causadas pelo promotor, fazendo com que os políticos de Gotham usassem o exemplo de Dent para uma lei contra o crime organizado. Gotham por sua vez vive quase em clima de calmaria e Bruce, praticamente incapaz de continuar como o Batman graças ao ferimento na perna no final do último filme, vive recluso em sua mansão.(O que acaba resultando em uma piadinha bem sagaz por parte de Selina Kyle, comparando nosso rico herói com a Fera do clássico, a “Bela e a fera”.)
A aparente calmaria tem fim quando Bane, ataca Gotham – literalmente. O bilionário Wayne, mesmo relutando, se vê obrigado em colocar Batman de volta às ruas. Nesta jornada em que precisa resgatar a confiança em si mesmo e nas pessoas que o cercam, Wayne/Batman acaba esbarrando em duas mulheres que podem ser decisivas em seu destino – a ladra Selina Kyle e a ambientalista Miranda Tate – e em um jovem policial, John Blake, que questiona a veracidade da idolatria a Harvey Dent.

Contar mais é estragar a história, que tem suas pequenas reviravoltas, momentos que não chegam a surpreender mas dão muito charme ao filme. Com muitos personagens e histórias a desenvolver, o filme dá espaço para todo mundo ter sua grande cena. É impossível não destacar o veterano Michael Caine em uma interpretação recheada de emoção em um dos diálogos de Alfred e Wayne, tornando seu personagem um dos mais queridos da trilogia. Tom Hardy como Bane, foi uma escolha mais do que acertada, fazendo com que este vilão entrasse finalmente para a minha lista dos mais aterrorizantes.
Aos que se preocupavam com a atuação de Anne Hathaway como Selina, podem respirar aliviados: a atriz não tenta competir com a inesquecível Mulher-Gato de Michelle Pfeiffer e cria uma versão muito mais atual da personagem, em uma atuação sexy segura e marcante. Até Juno Temple em suas rápidas aparições como Holly Robinson chama a nossa atenção.
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Miranda Tate, a personagem de Marion Cottilard, para mim foi um dos grandes destaques da produção, aparecendo por quase todo o filme como um oposto de Selina, uma doce, inteligente e encantadora mocinha, mas é aí que você se engana! As poucas mas marcantes cenas em que Selina aparece para roubar a atenção despejada em Miranda merecem palmas.

Falar de O Cavaleiro das Trevas Ressurge sem elogiar a atuação de Christian Bale é uma tremenda injustiça. Em diversos momentos Batman fica em segundo plano para evidenciar Bruce Wayne, apresentado como um homem comum, cheio de defeitos e falhas, que sempre será movido por um sentimento menos nobre, a vingança. Dessa vez, mais do que nos filmes anteriores, vemos Wayne e suas feridas, e Bale consegue dar o tom certo a esses momentos de exposição do personagem. Focar nesse lado sombrio do personagem deixou evidente que o diretor Christopher Nolan sempre soube o que estava fazendo, o que dá um encerramento épico à trilogia.

O fator surpresa ficou por conta de Joseph Gordon-Levitt em uma atuação que merece muito mais que elogios, afinal imagine entrar em uma franquia de sucesso no último filme e ainda segurar um personagem de extrema importância com tanta eficácia? O policial John Blake, no final das contas é o único herói de verdade em todo o filme, já que Bruce Wayne e Gordon estavam vivendo em uma era de mentiras e Blake por sua vez não foge nenhum momento da verdade, nem de suas obrigações como policial.

Batman termina mais uma passagem pelos cinemas de forma marcante e genial, arrancando lágrimas de uma fã que desde a infância acompanhou seus passos.




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